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Resenha D.E.R.
Resenha Revista Soma
D.E.R. Quando a esperança desaba.
Cospe Fogo Gravações 2008.
Em menos de vinte minutos, um tratdo niilista e apocalípticoque só o grindcore pode oferecer. Vá lá: se voce é minimamente antenado com o tal do novo rock tão em voga por ai, já deve ter sentindo a fedentina de um eterno retorno a bandas de década de 1980 (sempre muito superiores), um oba-oba infinito e frivolo e a divulgação de um estilo de vida e estética no qual a juventude do planeta clama por slogans vazios e rezam segundo a cartilho da moda do momento. Certo? Pois é, o grindcore é desde sempre a resposta desesperançada a tudo isso. Ninguém se orgulha numa festa descolada de ouvir grindcore, ninguém escuta esse tipo de música se quer se cool. Grindcore é música papa-reto. E violenta. E rápida. E suja. E pessimista. ” O controle da maioria. A sociedade que nnao se transforma. A moral e os segmentos. O desfruto da vida contemporanea. A verdade, os padrões… O que eles realmente querem é induzir o modo de pensar o que as instituições querem que elas pensem” (dois pontos uma solução). Precisa ser mais direto? E isso que o D.E.R. oferece: uma visão desapaixonada do que o mundo modernopode nos oferecer, embalados por leras sagazes, riffs que nnao devem nada a um Napalm Death, baixo e bateria mantendo o desconfortona melhor tradição Fear Of God, devidamente embalados numa produção esmerada e moderna. Num mundo irracional, eles dizem que” Ainda há uma razão, mesmo que tudo se torne impossível e que não exista possibilidades”. Minutos de sabedoria de fato!
Por Arthur Dantas.
Revista Soma 2008.

Add comment Maio 30, 2008